Rios cheios e solo encharcado ascendem alerta para mais deslizamentos, enchentes e enxurradas

Chuva volumosa em solo encharcado e com rios já cheios ascendem alerta para mais deslizamentos, enchentes e enxurradas, já registradas em alguns pontos dos dois estados da região sul.

Ruas inundadas na manhã desta quinta-feira no bairro São Bernardo em Rio dos Cedros/SC, via Conexão GeoClima.

A notícia de hoje preocupa já que o indicativo é de mais chuva em áreas do Sul do Brasil, em especial entre o norte do RS, Santa Catarina e o Paraná nos próximos dias. Conforme alertava a Sigma Meteorologia em vídeo lançado no youtube no último sábado (16), essa semana seria de muita chuva e persistente, potencialmente volumosa em curto período de tempo, capaz de provocar enxurradas repentinas, queda de barreiras, deslizamentos de terra e cheias de rios e córregos de maneira pontual, o que de fato, infelizmente vem se confirmando em áreas de SC e do PR. Já choveu muito em áreas dos dois estados nos últimos dias, principalmente nas últimas 24h e deve seguir chovendo em muitos pontos no período, especialmente na faixa leste, litoral e costeira de SC, incluindo o Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, onde as chuvas orográficas (favorecidas pelo relevo) merecem atenção, reforçando a necessidade de acompanhar os órgãos responsáveis pelo monitoramento da situação e caso haja a necessidade, acioná-los por segurança. A Sigma Meteorologia reitera que a situação é muito preocupante pelo fato do solo já estar com sua capacidade de armazenamento de água saturado, além da previsão de mais chuvas nos próximos dias e do tempo de resposta entre a ocorrência da precipitação e a efetiva elevação das águas nos rios e arroios nas zonas urbanas e rurais.

A presença de pertubações no escoamento dos ventos em médios e altos níveis da atmosfera, o aporte de umidade do oceano e do centro/norte do país e de um prolongamento de um sistema de baixa pressão (cavado) em baixos níveis do interior do continente em direção ao Sul do país, são alguns dos fatores que contribuem para uma atmosfera instável e com formação de nuvens, a maioria delas sem grande desenvolvimento vertical (nuvens baixas) mas que causam chuva persistente por várias horas, inclusive com maiores taxas de precipitação (intensidade) durante alguns momentos. Justamente pela precipitação ter essa característica, os radares meteorológicos hoje instalados e que fazem a cobertura da área, tem dificuldade de identificar essas chuvas.

Confira abaixo os maiores volumes de chuva registrados nas últimas 96h e também alguns mapas com as nossas melhores projeções de chuva:

Irati/PR: 267,4 mm
Benedito Novo/SC: 208,6 mm
Timbó/SC: 195 mm
Arapuã/PR: 194,4 mm
Itaiópolis/SC: 193 mm
Papanduva/SC: 192 mm
Pomerode/SC: 186,5 mm
Rodeio/SC: 184,5 mm
Foz do Iguaçu/PR: 183,6 mm
Rio Negro/PR: 182 mm
Garopaba/SC e Schroeder – Rancho Bom/SC: 175,5 mm
Canoinhas: 174 mm
Blumenau: 170 mm
Florianópolis/SC: 168,8 mm
Indaial/SC e Borrazópolis/PR: 168,4 mm
Porto Amazonas/PR: 151 mm
Capitão Leônidas Marques: 143 mm
Pinhais/PR: 115 mm

Fonte dos dados: CEMADEN/INMET/Epagri até as 12h desta quinta-feira (21/01).

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