Recomendações da AMFRI são para proteger a população ou os seus governantes?

Nesta última segunda-feira (13) o colégio de prefeitos da Foz do Rio Itajaí reuniu-se com seus representantes, para oficializar uma minuta com recomendações regionalizadas de mais restrições sobre as que já existiam (mais do mesmo), com promessas rigorosas de punição social. 

Até onde nossos governantes estão dispostos a chegar com esta asfixia econômica em nome do bem social que eles atestam ser o correto?

Fica claro que a decisão do colegiado em juntar-se para deliberar “recomendações” a serem seguidas pelos municípios envolvidos mais parece uma estratégia politica de todos os gestores de alguma forma blindar-se de responsabilidades isoladas, ou seja

“juntos diluiremos nossas responsabilidades se der tudo errado”.

Reunião esta que tem efeito “cortina de fumaça” onde no fim acaba que cada município não segue o que foi definido na fatídica celebração, algo do tipo:

“decidimos que nada foi decidido e que marcaremos outra reunião para nada decidir”.

Notem que tal “ação em conjunto” surge com mais força depois da decisão do STF de repassar a responsabilidade para Estados e Municípios decidir o que é melhor mediante sua realidade em meio a pandemia,  ao  de pensar eles estão combatendo o que? O vírus? A falta de estrutura? combatendo o oportunismo político dos seus adversários em época de eleição?

Vale lembrar que logo no inicio do fechamento das cidades nenhum prefeito usou de deliberações em conjunto para isolar seus munícipes, pelo contrario cada um deu um jeito de colocar manilhas e isolar seus municípios rapidamente, removendo que fosse de fora e controlando ou em alguns casos barrando quem queria entrar.

Será que tantas lideranças reunidas, composta de assessores com varias formações acadêmicas e especializações internacionais e muito bem remunerados tiveram somente como pauta pré-concebida de restrições e endurecimento das fiscalizações, ou chegaram alguma ideia de amenização que não seja a punição social?

Será que aplicar testes em toda a população é mais caro do que comprar urnas especiais para os enterros?
Em meio a tanta dor e medo é correto ainda haver politicagem, que não dá o braço a torcer por serem ideias de lado A ou lado B.

Qual a problemática criada para desconsiderar o uso do Hospital Sta. Inês? Parece-me bem a calhar o dito popular que diz: “cria-se um problema para cada solução”.

A cada dia que passa fica mais claro que a presente geração de políticos e aspirantes ao cargo foram formados por meio de métodos e práticas que não envolviam em seus currículos a matéria de bem estar social, tão pouco agir de forma conjunta verdadeiramente em prol dos cidadãos. O pensamento de “será que vai dar votos?” parece ainda reinar entre o meio.

Infelizmente os poucos que fazem algo ainda são apontados como “negacionistas”.

Por Léo ViMe  🐾

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