Professores se queixam de falta de estrutura e contaminações por Covid em Camboriú

Cresce o número de denúncias de falta de estrutura e contaminação de professores e monitores pelo coronavírus em escola de Camboriú.

O crescente numero de casos de contaminação, vem preocupando não só os educadores e pais, mas também principalmente o Sindicato do Servidores do Município de Camboriú que entrou com um mandado de segurança. Apenas uma unidade no Conde Vila Verde, após denuncias na imprensa fechou por 10 dias. 

Tragédias anunciadas

Recentemente dois registros trágicos foram acrescentados aos casos confirmados de covid-19. Duas professora, uma da Escola Estadual Maria Terezinha Garcia do Monte Alegre e uma monitora  que trabalhava em Itajaí e morava na cidade faleceram de covid-19.

“Manter atividades presenciais nas escolas é um desprezo pela vida de todos, e estimular a circulação do vírus e tornar a pandemia ainda mais forte, considerando o quadro atual”.

Para Luciana Sobota, presidente do Sindicato dos Servidores de Camboriú, que vem acompanhando  de perto a problemática, a situação é delicada e por isso o sindicato vem tomando medidas, pensando na saúde das pessoa e dos servidores públicos.

SISEMCAM – Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú, vem acompanhando as escolas, os diretores gestores e professores. Sobota disse que perece que os servidores estão se esforçando para ter aulas presenciais, tanto que os professores querem essas aulas presenciais.

TEM ESCOLA JUNTANDO SALAS 

“O sindicato está preocupado realmente com a saúde das pessoas e com a transmissão desse vírus,  ainda mais que está acontecendo falta de professores, ainda não foi contratado ACTs. Não temos o suficientes para suprir a demanda do município e também como tem muitos professores com comorbidades, falta mais professores ainda. As vezes tem sala de 10 ou 12 alunos, que não tem professor e ai eles juntam salas.” Disse Luciana Sobota

A Presidente do Sindicato Sobota contou que tem escolas juntando as salas, outras que não tem ventilador, algumas funcionando com o ar condicionados funcionando com as janelas fechadas e em outros casos não estão fornecendo máscaras para os professores e para os alunos de duas em duas 2 horas e que tudo isso contraria o PLANCON.

Camboriú  já teve vários profissionais infectados, como na creche do Conde Vila Verde, que agora foi tomado o procedimento certo e fechada a unidade por 10 dias. Mas o número de casos e denúncias só cresce.

FALTA SANITIZAÇÃO DAS UNIDADES 

Será que vamos esperar que outras escolas passarem pelo mesmo problema que o Conde? Não sai mais barato prevenir e fazer a sanitização dos ambientes escolares? Isso é negligencia por parte do poder publico público, que já que não vacina os profissionais da educação.

O Vereador John Lenon – Podemos, pediu que o Prefeito que é médico faça a sanitização nas escolas.
A tempo isso não é feito.

Cantina vendendo lanches

Em Camboriú tem escola com cantina funcionando e vendendo lanches o que tá proibido segundo plancon.” Nas cantinas tá tendo filas, onde o aluno não faz o distanciamento e tem muitas coisas erradas como unidades que não possuem ainda um local adequado para o café dos professores, sem distanciamento.”

O sindicato entrou com um mandado de segurança e está aguardando o resultado. Parece que quando município  for notificado,  eles vão têm 48 horas para responder algumas questões para juiz.

“A intenção do sindicato é mesmo é que a doença não se propague, se o comércio fecha final de semana, porque abrir as escolas na época onde há mais casos, estamos com a curva mais alta. Dessa maneira os alunos não estão tendo aulas corretamente como eles deveriam ter.” Finalizou Sobota

A presidente do Sindicato ainda fez um alerta, pois neste momento ainda faltam professores, merendeiras e serventes no município e que todas as questões alevantadas foram juntadas no mandado de segurança.

Nesta tarde recebemos uma denúncia, que a ajudante da cozinha da Creche Julita no Taboleiro positivou e a cozinha não fechou para higienização.

“Precisamos de sua ajuda Janelão, as crianças e todos estão em risco e a maioria dos pais não tem noção do que acontece. Nesta quinta 18/03 somente uma profissional da limpeza para uma creche inteira, e além disso a coordenadora foi afastada com suspeita também. ” disse uma educadora que preferiu não ser identificada por medo de represálias.

Outra denúncia é referente ao CEI ORLANDO, de Camboriú, que também teria pelo menos quatro casos confirmados de coronavírus.

“No momento há quatro funcionárias  afastadas com sintomas aguardando o resultado. Sendo que até o presente momento não houve sanitização ou nenhuma atitude da prefeitura que têm ciência dos casos.” Disse a denunciante a nossa redação.

Os casos de denuncias não pararam de chegar.

O que disse a Vigilância Sanitária de Camboriú

A diretora de Vigilância em Saúde, Josiane Farias negou que algo de errado esteja acontecendo nas escolas municipais e particulares e que estão  seguindo a normativa técnica do PLANCON, que vem dando certo no município.

“Quando um aluno, um professor, um monitor, qualquer funcionário da escola aparecer sintomático a obrigação é nós como saúde acolher esse paciente, realizar o teste e acompanhar os paciente nas unidades de saúde até cumprir o isolamento. Essa é a parte da Saúde. Nos recebemos em nosso e-mail a notificação nos pacientes positivos e é feita a orientação para que esse paciente permaneça isolamento e dali é feita a orientação para que a escola faça desinfecção e também faça a higienização, que também é responsabilidade da Secretaria da Educação.” Disse Josiane Farias

Josi disse que é dever das escolas ter desinfecção e limpeza, para manter um ambiente bem aberto.

“Temos acompanhado bastante as escolas públicas e também as particulares e percebemos que todas as medidas de prevenção estão sendo adotadas. A higienização das mãos , as escolas, as salas são bem arejadas, rampas abertas, os professores deixam as janelas abertas a trocam da máscara no intervalo condições sanitárias estão okei. ” disse Josiane Farias

Para Sobota a realidade é outra. Nossa redação também vem recebendo diversas denuncias de descumprimentos das medidas e do Plancon.

Para a Josiane Farias  a porcentagem de contaminados em Camboriú é baixa e a vigilância sanitária não vai fechar escolas.

“Nós fizemos uma orientação, que em alguns caos as aulas sejam suspensas, e outros não. Agora se os professores tomarem atitudes junto com a coordenação da escola Secretaria da Educação, que vão suspender naquela semana aula é uma escolha da escola, porque as escolas, elas tem permissão para estarem funcionando. A vigilância sanitária não vai lá para fechar na escola, as escolas elas tem permissão para estar em aberta e trabalhando como serviço essencial. Então nós em nenhum momento como vigilância sanitária, vamos lá interditar escola, porque um professor, dois ou três apareceram contaminados. ” Finalizou Josiane Farias

Vereador Zé Branco (PSDB) realiza reunião on-line com profissionais da educação

Já o vereador Zé Branco (PSDB), aflito com esta situação, realizou nesta quarta-feira (17) uma reunião on-line com professores e funcionários para entender como está sendo esse retorno.

A reunião contou com 30 participantes, entre professores e funcionários, que comentaram sobre as suas maiores preocupações neste momento. Entre as angústias enfrentadas pelos profissionais está a higienização dos ambientes. A falta de pessoas no quadro de funcionários é uma das causas para o problema enfrentado.

Após ouvir os comentários, o vereador sugeriu algumas ações que serão protocoladas na Câmara de Vereadores de Camboriú para trazer mais segurança aos serviços de educação do município e garantir condições mínimas de trabalho aos funcionários.

“A gente precisa ouvir vocês [professores e funcionários] para saber que providências podemos tomar. Essa reunião é muito importante para nosso trabalho”, enfatizou o vereador.

Projeto de lei prevê prioridade na vacinação de professores em Camboriú

O Vereador Amilton Bianchet – Mito (MDB) apresentou Projeto de Lei que prioriza no processo de vacinação contra o corona vírus, os professores e demais trabalhadores de escolas públicas e privadas de Camboriú, em razão do risco de contágio existente em sala de aula, local notório de aglomeração.

O projeto foi protocolado nesta quinta-feira (18), e atende à reivindicação da categoria, que cobra prioridade na imunização.

A proposta autoriza o Prefeito de Camboriú a destinar parte dos lotes de vacina contra o Covid-19 aos funcionários e professores das escolas, de forma imediata, prioritária e emergencial, ainda que para isso necessite alterar a ordem de prioridades sugerida pelo Plano Estadual de Vacinação Contra o Covid-19 de Santa Catarina.

Dos 27 grupos prioritários, conforme instrução do Ministério da Saúde, os trabalhadores em escolas ocupam a 17ª posição.

O parlamentar destaca que o ambiente escolar é um dos espaços propícios para aglomerações e proliferação do vírus, sendo um pólo gerador de contaminação.

Para Mito, é necessário dar mais atenção à educação e incluir estes profissionais nos grupos prioritários da vacinação contra a covid-19.

“Não menosprezando os demais grupos prioritários, mas entendo que os profissionais da educação que estão na linha de frente, precisam ser imunizados, para que possam trabalhar com segurança”, declarou Amilton Bianchet.

O Projeto de Lei será agora analisado pelas comissões da Câmara, e depois levado a plenário para votação dos Vereadores de Camboriú.

Foto de capa: Meramente ilustrativa

One Comment on “Professores se queixam de falta de estrutura e contaminações por Covid em Camboriú”

  1. Acho que ao invés de vacinar os presidiários deviam vacinar os professores das crianças eles não tem q pagar o preço de perder mais um ano letivo por incapacidade dos prefeitos e governadores. Educação e tudo afinal nossos filhos e netos são o futuro do Brasil

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