Prefeitura e Paz no Vale omitem informações de onde é gasto dinheiro público destinado ao gideões

Nessa terça-feira (10) foi aprovada em segunda votação o projeto que autoriza Prefeitura gastar até R$ 320 mil na organização do evento Gideões.

Foram 8 votos a favor e 3 contrários. Votaram contra Jane Stefenn-Rede, Adriano Gervásio-PSDB e Inalda do Carmo-DEM.

Os vereadores nao gostaram nada da  atitide da Associação Paz no Vale, em não encaminhou informações dos gastos do dinheiro do Estado para a realização do evento religioso para Câmara de Vereadores.

A Prefeitura também estaria escondendo o jogo e não enviou a planilha de gastos do dinheiro que deve será usada na organização do evento.

A atitude gerou desconfia de onde e como é gasto o dinheiro no evento.

O vereador Adriano Gervásio-PSDB disse que vai à justiça e se a justiça não der jeito, irá ao tribunal de contas do Estado.

“Não sou contra o evento, bem pelo contrário, mas exigo transparência e prestação de contas”. disse Adriano.

O vereador chegou a citar a lei que obriga a entidade a repassar as informações. A Lei nº 12.527/2011 regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas. Essa norma entrou em vigor em 16 de maio de 2012 e criou mecanismos que possibilitam, a qualquer pessoa, física ou jurídica, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento de informações públicas dos órgãos e entidades.

O vereador teve apoio de outros vereadores na sua fala.

O vereador Josué Pereira-MDB, apesar de ter sido a favor do repasse diz que também esteve em contato com a Associação e não concorda com a atitude da entidade que recebe dinheiro público.

A veredora Inalda do Carmo-DEM, é a favor do evento, mas contra a falta de transparência.

“se chegaram a um valor de R$ 320,00 por que não mandar uma planilha com os gastos. Governo despreparado mais uma vez, que impõe as coisa! Até pregão dos x-saladas eles fizeram. Já tem até ganhador” disse Inalda.

Jane Stefenn-Rede, votou contra e fez um alerta. “Se o governo diz que não tem dinheiro, como está convocado merendeiras e serventes para trabalhar no evento e pagar horas extras. Precisamos uma explicação disso”.

Ângelo Gervásio-MDB falou em defesa do repasse e do evento e trouxe como maior argumento o lucro financeiro. Mas disse que os colegas estão sendo muito coerente e que continuar essa situação no futuro já não sabe se votará pelo repasse desse dinheiro público.

“Tomem cuidado Gideões Missionários vocês estão criando inimigos aqui” disse Ângelo.

Samuel Violante-DEM, destacou que só votou a favor por conta da grandeza da obra religioso e no mesmo sentido fez um comentário o vereador John Lenon-PSDB.

Se não fosse a questão política o projeto teria sido reprovado. Ficou claro que uma guerra está declarada, independente do projeto ter sido aprovado pela questão da grandeza religiosa do evento. Mas o desrespeito com os vereadores, que são os representes do povo
é nítido. O que será que estão querendo esconder?

Entenda

Já que o estado não pode passar recursos diretamente para igrejas, o valor do governo foi depositado na conta da Associação Movimento Comunitário Paz no Vale, vinculada à Assembleia de Deus e Gideões. A associação organiza o evento:

– A lei federal não permite repassar o dinheiro à igreja, então vai para a associação, que fez o projeto do evento, os contratos e o procedimentos para viabilizar o congresso.

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