O legado deixado pelo ex-secretário da Saúde de Camboriú

O secretário Municipal de Saúde Ronnye Peterson Aparecido Nasser dos Santos deixou a pasta de Saúde no dia 9 de abril.  Ele trocou a pasta de Camború, pela pasta de Barra Velha onde já foi secretário de Saúde.

Durante a sua campanha o Prefeito Elcio Rogério Kunhen (MDB, usou à saúde como plataforma, porém nessa área não vem desempenhando suas ações de forma planejada.

Descumprindo leis e resoluções e com muita dificuldade de vencer a burocracia, a gestão da Saúde que foi comandada pelo ex-secretário Peterson não teve planejamento, muito menos um plano anual, desconstruindo, assim, toda a política de Saúde empreendida nos últimos anos, especialmente na Atenção Básica, que visa a promoção e prevenção da saúde no município.

Diagnóstico da saúde de Camboriú

A falta de capacidade técnica do ex-secretário na área de saúde, é apontada pela maioria das pessoas, com uma das principais causas da fraca gestão na saúde. Justifica-se isso, pela dificuldade de realizar planejamentos, tanto que os relatórios de planejamento não foram realizados em sua gestão.

Principais problemas enfrentados nesses 16 meses de governo Élcio:

  • Perda de recursos: Foi perdido quase meio milhão de recursos no inicio de seu mandato. (denuncia feita pelo pelo vereador John Lenon Teodoro). Foi deixado de receber recursos por falta de alimentação do programa e planejamento do sistema de saúde.
  • Obras paradas; As obras de construção das Unidades de Sáude do Areias e do Santa Regina continuam inacabados desde 2016. Além de inacabados, estão sendo saqueados e depredados por ladrões por falta de vigilância, viraram ponto de consumo de drogas, um abandono total das estruturas pela atual gestão.
  • Falta de profissionais; Falta de equipe mínima de saúde, faltam médicos em alguns postos, pediatras, ginecologistas que tinham no município e vários especialistas que não foram contratados, criando uma grande fila (Cardiologista, Nefrologista e endocrinologista e urologistas (Diminuiu os numero de especialistas). A pouca reposição que foi feita, foi muito lenta por parte da gestão, e está deixando a população sem médico por muito tempo. Faltou profissionais no setor TFD (Tratamento Fora do Domicílio ) isto foi grave por que são os tratamentos realizados em  cidades distantes, como Joinville, Florianópolis e Curitiba. Pacientes da hemodiálise sofrem com o transporte inadequado.
  • Falta de exames: Exames com ressonância magnética, filas de tomografia e exames de rotina, sem dizer que houve denuncia que estavam perdendo os encaminhamentos para alta complexidade e também de médicos especialistas de algumas pessoas.
  • O Programa Estratégia Saúde da Família está abandonado: O programa não possui coordenação nem planejamento, além da falta de Agentes de Saúde e profissionais, deixando varias áreas do município descobertas e prejudicando um número alto da população que não recebe visitas e acompanhamento dos agentes de saúde. Das dezessete equipes de saúde que a antiga gestão deixou, ele não aumentou nenhuma equipe. Com isso diminuiu a cobertura da estratégia da saúde no município, por conta do aumentou a população.
  • Recursos para o NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família); O município recebe mensalmente 40 mil reais de que são para contratar profissionais como: psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, educadores físicos, entre outros, para trabalharem e apoiarem as equipes dos postos de saúde, mais na verdade foram contratadas duas coordenadoras que nem nos postos atendem, sequer desenvolvem ações com os profissionais dos postos, além de não terem planejamento e rotina definida, e ainda estão com vários profissionais de saúde adaptados de forma ilegal nos cargos, acumulando funções na secretaria e no NASF, sendo que a gestão prometeu no ano passado que iria abrir um processo seletivo para regularizar o NASF e até a presente data não foi realizado.
  • A falta de medicamentos e materiais também foi uma reclamação constante; Na farmácia municipal dos 180 itens da REMUME, não tinham mais de 90 medicamentos; sendo que muitos desses medicamentos básicos de saúde, não poderiam ter faltado e ficaram praticamente um ano e meio em falta. Dentre os remédios que chegaram a faltar Antiinflamatórios, Paracetamol , Antibióticos, Medicamentos pra saúde mental e até soro e fita de HGT nos postos faltou e também falta desfibrilador e aparelho de eletrocardiograma, comprometendo o atendimento médico e colocando em risco a vida dos pacientes.
  • Unidades de Saúde: Faltou manutenção preventiva e concerto nos postos de saúde (banheiros, luz queimadas), manutenção dos equipamentos, não estava sendo realizados nem a limpeza e nem a pintura e o mato tomou conta até das unidades novas deixadas pela ex-prefeita.
  • Fechou a policlínica e não abriu a UPA 24 Horas no Tabuleiro (Promessa de campanha). Além de não abrir a UPA deixou jogado um Raio X Modernissimo parado por não te tirado uma alvará para colocar em funcionamento. (Raio X comprado pela gestão passada).
  • Hospital 100 % só na promessa; O hospital de Camboriú segue sem internação e maternidade, promessa feita em campanha, tendo os pacientes de camboriú que se deslocar até Balneário Camboriú. Pra piorar a prefeitura paga R$ 35 mil reais de aluguem por mês.
  • Falta de valorização dos profissionais;Além dos baixos salários a falta de valorização principalmente da atenção básica (O sindicato dos médicos de Santa Catarina chegou a emitir uma nota de repudio ao prefeito).

  • Não foram feito os relatórios obrigatórios; Nem os relatório, nem o plano municipal e nem o nacional de saúde.

“A atual gestão Élcio R. Kunhen-MDB,  não consegue organizar nem a atenção básica que são os postos de saúde, nem a média complexidade que são os exames e médicos especialista e nem a alta complexidade que é o hospital. O despreparo, a inexperiência e a falta de gestão é total e visível, refletida em todos os serviços de saúde da nossa cidade.” destacou o vereador John Lenon.

O dever do prefeito na saúde é seguir o protocolo do SUS, organizar uma gestão eficiente e com profissionais capacitados em todos os setores, com planejamento, e ações voltadas para a promoção da prevenção, mais na pratica a única ação do governo é da desorganização, sem gestão os serviços estão retroagindo!

A abertura do Hospital Cirúrgico de Camboriú, foi sempre a prioridade do Prefeito Élcio, mas essa visão hospitalocêntrica esta destruindo as outras demandas da saúde, que devem ser sanadas.

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