Já são 688 mortes oficiais por coronavirus no Brasil; Cartórios registram 748

Covid-19: Brasil teve  114 mortes oficiais em 24 horas; Já o número de mortes total pode ser bem maior, depois da divulgação oficial de 668, já foi registrado mais 20 mortes. Isso por existe defasagem nas estatísticas oficiais.

Defasagem nas estatísticas oficiais

Número é o mais recente compilado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais , da terça-feira, e aponta para o déficit de testes. Debate sobre dados de mortes não é exclusividade do Brasil.
No mesmo dia, a pasta comandada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta computou 667 mortes confirmadas no final da tarde de terça-feira, 81 a menos do que a Arpen.

Os óbitos suspeitos de coronavírus sem a confirmação precisa da causa se tornaram uma triste rotina nos hospitais do Brasil, onde faltam testes de detecção da doença para os vivos e também para os mortos. Famílias estão sendo obrigadas a enterrar seus entes queridos sem velório e em caixões lacrados sem saber se eles de fato foram vítimas da Covid-19. Uma outra consequência do déficit no número de kits para exames é a defasagem nas estatísticas oficiais do Ministério da Saúde e, consequentemente, em sua capacidade de dimensionar o tamanho do problema e enfrentá-lo. Informações do portal de transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), que representa os cartórios de registro civil no país, responsáveis pelo recebimento dos atestados de óbito, pintam um quadro mais sombrio, ou ao menos antecipado, do que os dados oficiais do Governo estão mostrando no momento.

EUA têm quase 2 mil mortos por coronavírus em 24 horas

Entre casos de mortes confirmadas e suspeitas de coronavírus, os cartórios registraram 748 óbitos do início da pandemia até esta terça-feira. No mesmo dia, a pasta comandada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta computou 667 mortes confirmadas, 81 a menos do que a Arpen.

De acordo com a associação, o objetivo de tornar públicas as informações sobre a doença é “proporcionar uma melhor compreensão do impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a sociedade brasileira, contribuindo para a apuração de subnotificações de casos fatais”. Como a Arpen divulga a informação que consta nos atestados de óbito —e muitas vezes estes documentos estão sendo preenchidos com causa “suspeita de coronavírus”, sem maiores detalhes ou precisão— estes dados precisam ser analisados com cautela.

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