“Invasão” de 200 mil javalis causa prejuízos em Santa Catarina

Não se fala em outra coisa, esse é o assunto do momento, notícia de primeira página dos principais jornais do Brasil! Confira um trecho da reportagem que saiu em www.g1.globo.com

A invasão de javalis está causando prejuízos para agricultores e ameaça também a suinocultura em Santa Catarina. Estima-se que existam cerca de 200 mil javalis no estado. O cenário no interior catarinense é o exemplo mais drástico do estrago causado pelo animal que já está presente em pelo menos 563 municípios brasileiros.

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Atualmente, o javali é o único animal cuja caça é permitida no país. Em 25 de março, uma nova portaria do Ibama regulamentou o uso de cães para o manejo da espécie e informatizou o sistema de autorizações para caçadores. As medidas são vistas com bons olhos por produtores rurais e pesquisadores, que reclamavam da burocracia do sistema antigo.

A estimativa é de que existam de 1 a 2 javalis por quilômetro quadrado e uma população total de cerca de 200 mil animais em Santa Catarina. São 49 municípios contaminados no estado. Capão Alto, próximo da divisa com o Rio Grande do Sul, é um deles. A cidade de 2.500 habitantes é uma das que teve seu sossego abalado pelo javali.

A prefeitura calcula que de 30% a 40% da produção de milho deste ano esteja comprometida. “Dentro do município de Capão Alto é difícil de você achar uma lavoura de milho que não tenha a passagem do javali”, afirma Cláudio Antunes, secretário de agricultura do município.

A cultura de milho costuma ser a mais atingida pelo suíno. Além de comer o grão quando a espiga está formada, o animal também se alimenta do adubo e das sementes, logo no início do cultivo, e derruba dezenas de pés de milho por onde passa.

A bioinvasão está mudando até a paisagem da área. Preocupados com os ataques, produtores de Capão Alto estão substituindo a cultura de milho, tradicional por ali, pela de soja, que é menos visada pelos suínos. A praga impossibilita ainda que os agricultores pratiquem a rotação de cultura e substituam a soja por milho para recuperar o terreno quando necessário.

“Não podemos fazer rotação de cultura, não podemos plantar uma lavoura grande de milho porque o bicho chega de noite, de madrugada, numa hora que você não vê ele comendo o milho”, conta Marcos Gregio, proprietário da Fazenda Santa Cruz, em Capão Alto. “Tu só vês no dia seguinte o que ele fez na lavoura.”

Adeus, milho

Em Capão Alto, a produção de milho está em declínio por conta do javali. O secretário de agricultura do município diz que o grão já representou 60% da produção da cidade. Hoje, o milho corresponde a apenas 25% do total da área plantada na cidade, segundo dados da secretaria. A principal cultura no local é a soja, com 6.000 hectares, ou 65% do total de plantações. De acordo com os produtores, a substituição do milho pela soja ocorre principalmente por conta dos ataques do javali.

Os ataques causam prejuízo maior aos pequenos produtores, com propriedades de até 50 hectares. Para eles, um único ataque de um bando de javalis pode representar a perda de toda a produção do ano, especialmente nas plantações que ficam em regiões próximas às florestas de araucária, segundo o Plano Javali, do Ibama.

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“O pessoal está deixando de ficar nas suas propriedades. Estão indo para a cidade porque não tem mais como sobreviver”, alerta Cláudio Ramos, produtor rural de Capão Alto.

Ramos é um dos agricultores que diminuiu o plantio de milho por conta da ameaça trazida pela espécie exótica invasora. “Nós temos uma lavoura aqui de 20 hectares. Em torno de 60 dias os javalis já destruíram mais de 3 hectares”, conta

Por G1 e via Distintos SC

Edenilson/OJanelão
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