Estimulados pelo presidente, atos pedem fim do isolamento social no país

Estimulados pelo discurso oficial do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), carreatas e buzinaços ocorreram nos últimos dias em algumas cidades brasileiras, pedindo reabertura de estabelecimentos comerciais e o fim da quarentena adotados para combater a disseminação da covid-19, causada pelo novo coronavírus, no País.

Além das manifestações já realizadas em cidades como São Paulo, Santa Catarina, Curitiba, Porto Alegre, novos atos estão marcados para esse final de semana.

Em Santa Catarina o governador Carlos Moisés (PSL) que vinha sendo pressionado por empresários como Luciano Hang da Havan, decidiu pela abertura parcial do serviços do comércio e de atividades não  essenciais no estado, anunciada dia (26). Inflamados pelo discurso do presidente e o grande incentivador da volta ao trabalho em meia a pandemia,  comerciantes de Balneário Camboriú saíram às ruas em carreata, e, em Florianópolis, houve buzinaço em apoio à decisão.

A medida, que prevê a reabertura do comércio a partir da próxima quarta-feira (1º), também inspirou a criação da hashtag #SCNãoQuerMorrer, um dos assuntos do dia no Twitter. Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro a decretar situação de emergência, com comércio fechado desde 18 de março.

PELA VIDA

Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis, acrescentou um novo ingrediente à polêmica ao decretar, hoje à tarde, mais sete dias de quarentena a partir de próxima quarta. A medida, que prorroga o isolamento até 8 de abril, proíbe o funcionamento de restaurantes, shoppings, academias, cinemas e bares.

Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, criticou a decisão do governo catarinense em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Não vi nenhum embasamento científico para isso. É prematura a decisão”, defendeu.

Muitos criticam o alinhamento entre o governo estadual de Santa Catarina e o posicionamento de Jair Bolsonaro. Com mais de 120 mil seguidores, Lola Aronovich, professora universitária, escritora e feminista, fez críticas na rede social, impulsionando a hashtag contrária à medida. Nos tuítes, ela questiona a decisão.

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