ESPERANÇA: Anvisa aprova por unanimidade uso emergencial das vacinas de Oxford e Sinovac no Brasil

Veja o que já está definido e quem vai ter prioridade na vacinação?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) finalmente autorizou neste domingo (17/1), por unanimidade, o uso das duas primeiras vacinas contra o coronavírus disponíveis em território brasileiro: a da Sinovac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a China, e a da Oxford-AstraZeneca, cujo pedido de uso emergencial foi feito pela Fiocruz — e cujo primeiro carregamento deve ser trazido da Índia por um avião fretado pelo Ministério da Saúde.

Na prática, quando os laboratórios forem informados oficialmente (e o Butantan assinar um termo de compromisso sobre a eficácia), a vacinação com os dois imunizantes estará autorizada a começar no Brasil.

O governo federal não estabeleceu uma data oficial para o início da vacinação no Brasil, mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem dito que a previsão é começar a imunização na quarta-feira (20/1), simultaneamente em todo o país — um plano colocado em dúvida por especialistas em imunização.

EM SÃO PAULO

Mônica Calazans, que atua na linha de frente do atendimento aos pacientes com coronavírus no hospital Emilio Ribas, recebeu a primeira dose da Coronavac

Quem vai ter prioridade na vacinação?

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação prevê alguns grupos prioritários para receber a vacina, listados nesta ordem:

Primeira fase
  •  trabalhadores da área da saúde
  •  pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas
  • população idosa a partir dos 75 anos
  • indígenas
  • comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas
Segunda fase
  • população idosa em geral, de 60 a 74 anos
Terceira fase
  • população em situação de rua
  • pessoas com comorbidades (diabetes, hipertensão arterial grave, doenças pulmonares, renais e cardiovasculares, transplantados, com câncer ou obesidade grau III)
  • trabalhadores da educação
  • pessoas com deficiência permanente severa
  • população carcerária.
  • membros das forças de segurança e salvamento
  • funcionários do sistema de privação de liberdade
  • transportadores rodoviários de carga
  • trabalhadores do transporte coletivo

Por Paula Adamo Idoeta
Da BBC News Brasil em São Paulo

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55669362

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *