Empresário catarinense descobre que funcionário é o irmão perdido há 31 anos

Antonio Nunes de 35 anos cresceu sabendo que tinha dois irmãos mais novos em Blumenau. A mãe entregou os filhos para adoção logo após o nascimento nos anos 80 porque não tinha condição de criá-los.

Por ser o mais velho, Antonio ficou com a avó. Foi ela que contou a história da família a Tonho, como é conhecido. Porém, a única informação que o empresário tinha era a data de nascimento dos rapazes.

Há três anos, Tonho conheceu Jefferson Greueli, o irmão do meio, atualmente com 34. Juntos, eles iniciaram a busca pelo caçula. Com a data de nascimento do irmão, tentaram conseguir mais informações no sistema público de adoção, mas os esforços foram em vão. O processo havia sido informal.

Tonho lembrou que conhecia a mulher responsável por intermediar a relação entre a mãe biológica e a família adotiva. Procurou a cabeleireira, mas ela já não tinha contato com o casal, apenas lembrava o nome do pai adotivo: João. Apesar da esperança renovada, o tempo passou e os irmãos não se reencontraram. Até um acaso acontecer.

Um velho amigo

Antônio Nunes possui uma revenda de gás e em uma de suas muitas entregas conheceu Maicon Luciani, conferente de uma empresa cliente. Após quase uma década encontrando-se regularmente, os dois viraram amigos. No fim de 2018, Tonho abriu o Facebook e viu que Maicon estava procurando emprego, entrou em contato e ofereceu uma vaga. O amigo virou funcionário em janeiro deste ano.

Na semana passada, o empresário precisou viajar a Araucária para buscar um funcionário. Convidou Maicon para ir junto e conhecer toda a operação do engarrafamento e carregamento de gás, como costuma fazer com os empregados novos.

Durante a viagem, Tonho reparou que Maicon tinha um cacoete parecido com o de um tio. Ele pegava no sono sem perceber. Ao ouvir a história do amigo, Maicon chegou a brincar dizendo que eles poderiam ser parentes distantes. Eles chegaram à mesma conclusão. Sem perceber o que estava acontecendo, Maicon começou a contar detalhes de sua trajetória, inclusive que a adoção havia sido intermediada por uma cabeleireira que trabalhava na antiga rodoviária.

Segundo Maicon, só quando o irmão deu todos os detalhes ele acreditou na possibilidade.

Entre muitas conversas, eles descobriram ter vários amigos em comum. Tonho sempre viveu na Vila Nova, enquanto Maicon estava bem ao lado, na Escola Agrícola. Jefferson cresceu no Testo Salto. No fim de semana, a família fez o primeiro churrasco para comemorar o reencontro dos três.

Fonte: Jornal “O Município”

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