Douglas Borba, ex-secretário da Casa Civil, é preso em nova fase da Operação Oxigênio

Além dele, o advogado Leandro Barros também foi preso; outros quatro mandados de prisão 14 de busca e apreensão estão sendo cumpridos

O ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba foi preso preventivamente na manhã deste sábado (6) na segunda fase da Operação Oxigênio. Além dele, o advogado Leandro Barros também teve a prisão preventiva cumprida.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva. Os dois foram levados para a sede da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais).

A operação está sendo realizada em cinco municípios e em três estados da federação, envolvendo aproximadamente 50 policiais de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

Operação apura fraudes em compra de respiradores

No dia 9 de maio foi deflagrada a primeira fase da Operação Oxigênio. A investigação apura fraudes na compra de 200 respiradores pela Secretaria de Estado da Saúde, pelo valor de R$ 33 milhões.

Clique na imagem para mais informações

O peso da prisão de Douglas Borba, ex-chefe da Casa Civil do governo Moisés

prisão de Douglas Borba, ex-chefe da Casa Civil do governo Moisés, dentro da operação O², que investiga a compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões para o combate ao coronavírus em Santa Catarina, tem um peso condizente com a relevância que ele ganhou desde a eleição de 2018. Douglas era o homem forte da atual gestão até ser exonerado da função no começo de maio após a primeira fase da investigação coordenada pelo Gaeco, do Ministério Público, e pela Deic, da Polícia Civil.

Nos primeiros depoimentos, a ex-superintendente de Gestão Administrativa da secretaria de Saúde, Marcia de Pauli, disse que foi Douglas o responsável por indicar a empresa Veigamed para oferecer os 200 respiradores. Em depoimentos, ele negou ter intermedidado a compra.

O agora ex-vereador de Biguaçu (ele renunciou ao cargo depois de deixar o governo) se aproximou de Moisés ainda na eleição para o governo do Estado. Douglas o acompanhava em entrevistas, por exemplo. Estava com o então candidato lado a lado até a vitória no segundo turno da eleição de 2018.

Ao assumir, o governador deu a ele a principal pasta do seu secretariado. Aos poucos, o chefe da Casa Civil foi ganhando ainda mais espaço. Nos bastidores, algumas pessoas que se relacionavam com o governo reclamavam do poder dado a Douglas. Mesmo assim, cabia a ele a interlocução nos principais assuntos do Executivo.

No lado político, ficou para Douglas, que se desifiliou do PP, o protagonismo para organizar o PSL, escolhido por Moisés mesmo depois de o presidente Jair Bolsonaro decidir pela saída do partido. O chefe da Casa Civil tornou-se o articulador da sigla de olho nas eleições municipais de 2020.

Mesmo que não esteja mais no cargo, o histórico do ex-secretário tem forte impacto na gestão de Moisés e a segunda fase da operação é um abalo para o governo. Os investigadores têm dito que o Executivo deu todo o aval para a apuração no caso dos respiradores. Na primeira fase, o procurador-geral do MP-SC, Fernando Comin deixou claro que não havia indícios da participação do governador na compra. Mesmo assim, do ponto de vista político e para a sociedade, o contexto do primeiro ano e cinco meses de governo resumem a repercussão da prisão de Douglas.

A principal dúvida a ser respondida na coletiva que ocorre nas próximas horas para detalhar a investigação é o que mudou entre o começo de maio e o começo de junho para a ação deste sábado ocorrer. Explico: na primeira fase da investigação, a Justiça negou um pedido de prisão do ex-chefe da Casa Civil. Os fatos novos que embasaram uma nova solicitação e a permissão judicial são, sem dúvida, respostas importantes para o entendimento do cenário.

Adquiridos sem licitação e com pagamento antecipado, os aparelhos não chegaram ao Estado no prazo estipulado pela empresa.

Via ND+ e NSC Total

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *