Desde o aparecimento da COVID-19, o mundo científico não poupou esforços para encontrar a vacina

Esperança no horizonte

Na semana em que o Brasil contabiliza mais de 86 mil mortes e 2,3 milhão de infectados (1% dos brasileiros) pela COVID-19, boas notícias surgem nos meios científicos que buscam pela vacina contra o novo coronavírus. As boas novas vêm da Inglaterra e da China, que anunciaram resultados promissores nos imunizantes em que estão trabalhando. Elas fazem brotar a esperança de que, até meados do ano que vem, a população mundial possa ser imunizada. Mesmo assim, especialistas alertam que ainda é cedo para a supressão do isolamento (quando for necessário) e distanciamento social e das práticas de higienização difundidas nos últimos meses.

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford – e que vem sendo testada no Brasil – foi considerada segura e apresentou resposta positiva em testes clínicos com 50 mil pessoas. Desse total, são 50 mil brasileiros, profissionais de saúde que estão na linha de frente ao enfrentamento da pandemia em São Paulo e Rio de Janeiro. No país, a pesquisa está sendo coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com a instituição, se os testes nesta última fase forem bem-sucedidos, em junho o imunizante pode ter o registro liberado e a Fiocruz estará apta a produzir 100 milhões de doses, em duas etapas.

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Pelo estudo britânico publicado na revista científica The Lancet, a vacina provocou poucos efeitos colaterais, como dor de cabeça e febre, mas induziu a produção de anticorpos e glóbulos brancos capazes de combater o novo coronavírus. Resultados semelhantes foram divulgados, também no início da semana, por um grupo de pesquisadores chineses. A pesquisa, que segue para a terceira e última fase de testes em seres humanos, mostrou que a vacina é segura e induz à imunidade. O estudo envolveu 500 voluntários da cidade de Wuhan, onde a pandemia surgiu no final do ano passado.

Outra boa notícia foi a chegada ao Brasil das primeiras doses de outra vacina criada na China e que já será testada em quatro estados brasileiros (Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná), além do Distrito Federal. Sob a coordenação do Instituto Butantan, o imunizante será aplicado em cerca de 9 mil voluntários. A terceira fase da experimentação deve durar três meses e, se tudo correr bem, a produção da vacina terá início no próximo ano. O país tem capacidade de produzir 100 milhões de doses e o país asiático comprometeu-se a enviar outras 60 milhões para a imunização em massa.

O certo é que, desde o aparecimento da COVID-19, o mundo científico não poupou esforços para encontrar a vacina que pode devolver a esperança à população mundial. Esperança que está no horizonte, mas que não pode induzir ao abandono das únicas práticas comprovadamente eficazes, até agora, para enfrentar o novo coronavírus.

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