Centena de Pinguim-de-Magalhães foram encontrados mortos durante a última semana no litoral Catarinense

Aparecimento de pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) nesta durante essa última semana chamou atenção nas praias de Santa Catarina.

Muito desses pinguins estavam, encalhados sem vida na extensão da Praia de Itapema (SC) em estágio avançado de decomposição, impedindo a confirmação real de causa de morte.

Todos as aves foram registradas pela equipe técnica do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado na região pela Univali – Unidade Penha. Foram coletados os dados biométricos possíveis para inclusão no Sistema de Informação e Monitoramento da Biota Aquática.

Os demais pinguins foram encontrados em praias de Governador Celso Ramos (Palmas), Porto Belo (Perequê), Itajaí (Brava), Balneário Piçarras, Navegantes (Central), Bombinhas (Mariscal) e Penha.

As carcaças não seguiram para o exame de necropsia devido ao estágio avançado de decomposição, que compromete rapidamente os órgãos do animal e inviabiliza a coleta de amostras biológicas para exames complementares.

O número alto de ocorrências nos últimos dias tem relação com o período migratório da espécie, que viaja até as águas brasileiras em busca de alimento após o período reprodutivo na região austral. Grupos de pinguins partem de colônias localizadas principalmente no litoral da Argentina, do Uruguai e do Chile.

Grande parte dos pinguins estão no primeiro ciclo migratório. A espécie, assim como toda a fauna marinha, enfrenta inúmeros desafios para concluir o deslocamento de ida e volta às colônias. Muitos indivíduos têm dificuldades em se manterem aptos, fortes e saudáveis, adquirindo um quadro de debilidade e consequentemente o óbito.

Outros desafios comuns são o emalhe acidental nas redes de pesca. Ao ficar preso, um animal marinho pulmonado (como é o caso das tartarugas, das aves e dos mamíferos) não consegue retornar à superfície da água para respirar. O resultado é a morte por exaustão, afogamento ou asfixia.

Ao encontrar um animal marinho morto ou vivo encalhado na praia, avise as equipes do PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341. A ligação é gratuita e funciona diariamente das 8h30min às 17h30min. Lembrando que o PMP-BS realiza o resgate de animais encalhados em terra.

ℹ️ O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.
ℹ️ Tem como objetivo avaliar possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.
ℹ️ O projeto é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. A Univali monitora o Trecho 4, compreendido entre Barra Velha e Governador Celso Ramos (SC).

O nome cientifico dos pinguins-de-magalhães é Spheniscus magellanicus. O seu habitat se centras nas costas e ilhas sul-Americanas do oceano Pacifico e do Atlântico.

A vida destes animais se divide em duas partes por ano. Uma reprodutiva, que sai do mar e só volta para alimentar-se e a outra que não sai da água por nada, chamado período pelágico. Para os adultos, este período começa no Outono e termina em finais de Agosto ou principio de Setembro quando voltam à nidificação.

Esta nidificação ou reprodução realiza-se sempre em grandes colónias. Os pinguins são monógamos. Fazem turnos na altura de incubar os ninhos.

Pinguim-de-Magalhães

As fêmeas põem dois ovos em Outubro, que se partem dando lugar a novos pinguins em Novembro. Estes pequenos pinguins começam a ser independentes em Fevereiro e entre Março e Abril mudam as suas penas para a migração que irá acontecer para o norte.

Para uma boa reprodução destas aves é fundamental uma boa alimentação. Estes pinguins geralmente comem pequenos peixes e lulas.

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