Brasil ‘roubado’? Arbitragem nas Olimpíadas é questionada

Olimpíadas: brasileiros foram ‘roubados’ em Tóquio? Relembre as modalidades polêmicas.

O Brasil tem sofrido com a subjetividade de alguns juízes nas Olimpíadas de Tóquio-2020. A “vítima” mais recente foi a judoca Maria Portela, que teve um suposto waza-ari não marcado mesmo após revisão da arbitragem e perdeu por falta de combatividade no golden score e uma decisão polêmica do árbitro.

Nos primeiros dias de Olimpíadas, outros brasileiros foram alvo de decisões polêmicas da arbitragem.

Talvez a mais notória delas tenha sido de Gabriel Medina. O brasileiro tinha a vantagem até os 8 minutos finais da bateria semifinal, quando Medina, que tinha a prioridade, deixou que Kanoa Igarashi pegasse uma onda e mandasse um aéreo. O resultado foi um 9,33 dos juízes que deu a vantagem para o dono da casa e a polêmica começou.

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Foram 5 juízes que julgaram as manobras na bateria de semifinal: Luiz Pereira, do Brasil, Daniel Kosoof, da Nova Zelândia, Benjamin Lowe, da Austrália, Bruno Truch, da França, e Nuno Trigo Valério, de Portugal.

Na onda que gerou a polêmica, o brasileiro deu nota 9, o neozelandês julgou como 9,8, o australiano e o francês deram 9,5 e o português foi o que destoou: 7,5. Como a maior e menor nota são descartadas antes da média, Igarashi ficou com 9,33 na onda.

Medina foi para a disputa do bronze, e novamente foi alvo de notas polêmicas dos jurados.

O brasileiro estava atrás durante quase toda a bateria e, na reta final, conseguiu uma boa onda que parecia o suficiente para virar. Medina precisa de um 6,22 e acabou tirando 6 cravado e perdendo a medalha. Após a disputa, as notas foram divulgadas e uma nova polêmica tomou conta das redes sociais.

Em todas as ondas do brasileiro que foram computadas, o australiano Benjamin Lowe foi quem deu as menores notas – lembrando que a menor e a maior nota são descartadas e a média é feita pelas outras três restantes.

Em uma escala menor, no skate a mesma polêmica veio à tona. Os brasileiros Kelvin Hoefler e Rayssa Leal ficaram com a medalha de prata, enquanto os ouros ficaram com atletas japoneses.

Na bateria final de ambos, as redes sociais ferveram questionando as notas altas dadas aos japoneses por manobras que supostamente não pareciam ter tal grau de dificuldade.

Também no judô, Eric Takabatake teve uma decisão polêmica desfavorável a ele. O brasileiro chegou a derrubar o coreano Won Jin Kim no que supostamente seria um waza-ari, o árbitro não deu e logo depois Takabatake foi imobilizado e perdeu.

No boxe, Abner Teixeira venceu o seu duelo de oitavas de final contra o britânico Cheavon Clarke. Quatro dos cinco árbitros deram vitória para o brasileiro após três rounds (29-28, 29-28, 29-28 e 30-27), porém apenas um jurado deu 30-27 para Clarke. Mesmo assim, Teixeira venceu pela decisão majoritária.

Por ESPN BRASIL

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