Brasil não trata metade do esgoto que gera

O Brasil ainda não trata metade dos esgotos que gera (49%), o que representa jogar na natureza, todos os dias, 5,3 mil piscinas olímpicas de esgotos sem tratamento. De acordo com o Instituto Trata Brasil, o país tem aproximadamente 100 milhões de pessoas sem acesso à coleta de esgotos. A falta de saneamento básico também implica no aumento de doenças na população.

 

Reginalva Mureb, presidente da Águas de Camboriú, explica que investir em saneamento básico é investir na qualidade de vida da população e também economizar na saúde. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada real investido em saneamento básico gera-se uma economia de até quatro reais na saúde. “Além disso, os reflexos do tratamento do esgoto podem ser observados também em outras áreas importantes para o desenvolvimento de uma nação, como no turismo, gerando emprego e renda”, acrescenta.

 

Em 2019, moradores de Camboriú decidiram pela construção do sistema de captação e tratamento de esgoto pela Águas de Camboriú em audiência pública realizada na prefeitura. O cenário aprovado é o que prevê a incorporação dos investimentos no sistema de esgoto logo após a assinatura de um termo aditivo a ser assinado entre prefeitura e concessionária. A proposta contempla a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), a instalação de 280 quilômetros de rede, a construção de 30 elevatórias e melhoria dos indicadores de saúde.

 

 

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