Brasil descobre remédio com 94% de eficácia no combate à Covid-19

Segundo o ministro Marcos Pontes, medicamento será testado em 500  pacientes que estão em andamento e, ao final dessa pesquisa, não se tinha evidência nenhuma para fazer recomendações de tratamento”, destacou.

Segundo o ministro, país também desenvolve equipamento de inteligência artificial para testar pessoas com suspeita de Covid-19.

A resposta é em um minuto e o teste utiliza reagentes nacionais. “Vacinas demoram mais do que o reposicionamento de drogas, mas estamos trabalhando com vacina dupla, tanto para Influenza quanto para a Covid”, disse. “Só a ciência pode combater o vírus”, ressaltou Pontes.

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Para Urbaez, o medicamento sem nome pode ser a ivermectina.

“Mas é preciso desenvolver um protocolo, com termo informado o consentimento de participação, tempo de acompanhamento, depois análise e publicação numa revista científica, que tenha valor como ciência. O processo é longo, como ocorre no resto do mundo”, ressaltou. Sobre as vacinas, o professor também achou precipitado o anúncio do MCTIC. “A pesquisa da vacina para dengue tem 40 anos e a que foi lançada foi um desastre. Não é assim para achar uma vacina”, disse.

Detalhes

Segundo o MCTIC, foram realizados testes utilizando medicamentos que já são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de combater a doença.

A estratégia chamada de reposicionamento de fármacos é adotada por uma força tarefa formada por 40 cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social do ministério.

Foram testados dois mil medicamentos com o objetivo de identificar fármacos compostos por moléculas capazes de inibir proteínas fundamentais para a replicação viral. Com uso de alta tecnologia como biologia molecular e estrutural, computação científica, quimioinformática e inteligência artificial, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o SARS-CoV-2. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM/MCTIC descobriram que dois reduziram significativamente a replicação viral em células. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

Na terça-feira (14/4), o ensaio clínico financiado pelo MCTIC obteve a autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para realizar a última etapa dos testes: os ensaios clínicos em pacientes infectados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2), que devem começar já nas próximas semanas.

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