Bactéria que provoca meningite e circula em SC é a mais letal

Depois da Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) confirmar a existência de 19 casos de meningite meningocócica no Estado, e que as situações registradas até então foram provocadas pela bactéria Neisseria Meningitides. Esta, por sua vez, é a forma mais grave da doença, e já provocou três mortes em Santa Catarina, nossa reportagem esteve no setor epidemiológico de Camboriú conversando com a Diretora Josi Freitas.

Josi explicou que eu Camboriú não tivemos nem um caso da doença, não falta vacina, mas que todos os cuidados no sentido de evitar a doença são importante.

Sintomas

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro. A doença pode ser causada por vários tipos de micróbios, entre eles o meningococo, principal agente durante as epidemias. Trata-se de uma doença grave, que envolve o sistema nervoso central e pode levar à morte. Os principais sintomas são: febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca e, algumas vezes, manchas na pele (tipo picada de mosquito). Em crianças pequenas, há também o abaulamento de fontanela (moleira inchada). Apesar de grave, a meningite bacteriana tem cura, desde que diagnosticada rapidamente e tratada com antibiótico apropriado

Transmissão

O micróbio pode ser transmitido da garganta de uma pessoa a outra, através de gotículas da tosse, espirro e beijo. A meningite nem sempre é transmitida por indivíduos doentes. Algumas pessoas (geralmente adultas) que abrigam o meningococo na garganta podem retransmiti-lo, mesmo sem estarem doentes: são os chamados portadores sãos. A meningite atinge pessoas de todas as idades, sendo as crianças menores de cinco anos normalmente as mais afetadas.

Prevenção

Diversas medidas de controle são essenciais para prevenir epidemias de meningite. As principais são: o diagnóstico precoce com a internação de pacientes com sintomas da doença; a vacinação das pessoas em contato muito próximo com enfermos (especialmente dentro do mesmo domicílio); e a vacinação das pessoas com maior risco de adquirir a doença, como as submetidas à retirada cirúrgica do baço (esplenectomizados), as portadoras de disfunção do baço (asplenia funcional da anemia falciforme, da talassemia) ou aquelas com deficiências de imunoglobulinas e do complemento.

Em relação aos casos mais graves da doença, a meningococcemia pode ser transmitida pelas vias respiratórias e por gotículas e secreções do paciente, contato íntimo (residente da mesma casa, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou alojamento). A propagação também é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação.

Casos no Estado:

Blumenau (2)

Turvo (1)

Itapema (1)

Navegantes (1)

São Francisco do Sul (1)

Balneário Camboriú (1)

Garopaba (1)

Itajaí (1)

Lages (1)

Itapema (1)

Porto União (1)

Jaraguá do Sul (1)

Fraiburgo (1)

Criciúma (1)

Itajaí (1)

Bombinhas (1)

Palhoça (1)

Imbituba (1)

Mortes por meningite bacteriana, causada pela bactéria Neisseria meningitidis:

Mulher, 18 anos, residente em Lages

Bebê, 9 meses, residente em Jaraguá do Sul

Mulher, 12 anos, residente em Imbituba

Caso mais recente

O caso mais recente de morte causado pela bactéria aconteceu no domingo (16). Uma estudante de 12 anos que contraiu a doença em Imbituba foi internada em Florianópolis, onde morreu.

A meningococcemia foi diagnosticada na menina após exames realizados pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina), que confirmaram que a meningite foi causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), do sorogrupo C.

Além do caso fatal de domingo, outra menina, também de 12 anos, teve o quadro de meningite confirmado. Ela estuda na mesma escola de Imbituba da outra vítima, e está internada em Florianópolis, em estado estável.

A Dive-SC divulgou, entretanto, que o caso desta segunda adolescente se trata de contaminação por outra bactéria. O diagnóstico liberado pelo Lacen foi de meningite bacteriana por Streptococcus pneumoniae. Esta bactéria é diferente, portanto não há relação entre os dois casos de acordo com a Dive. (Crédito: ND Mais).

 

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