Adolescentes de São Miguel do Oeste planejavam matar a esposa do policial também

 

Tragédia no Extremo Oeste.

As duas adolescentes, de 12 e 13 anos, suspeitas de matar o agente da Polícia Civil, Neife Luiz Werlang, de 46 anos, estão internadas no Case (Centro de Atendimento Socioeducativo), em Chapecó, no Oeste catarinense, à disposição do Poder Judiciário. O crime ocorreu na sexta-feira (15), em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste do Estado.

A SAP (Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa) informou que as duas adolescentes foram apreendidas em São Miguel do Oeste e, no sábado (16) à tarde, já estavam sob responsabilidade do Dease (Departamento de Administração Socioeducativa).

As meninas deixaram a Delegacia da Polícia Civil no Extremo-Oeste em um carro com vidros escuros da SAP, por uma viatura policial. A identidade delas não foi revelada. O caso fica agora a cargo da Vara da Infância e Juventude da comarca de São Miguel do Oeste.

Werlang foi encontrado morto por policiais em um cômodo da casa onde morava, com cortes de faca na região do pescoço. A DIC (Divisão de Investigação Criminal) apurou que o ataque foi planejado pela filha do agente, de 12 anos, e uma amiga também adolescente.

A morte do agente policial está sendo investigada com extremo sigilo, inclusive, a pedido do Delegado-Geral da Polícia Civil, Marcos Flávio Ghizoni Júnior ao Delegado Regional de São Miguel do Oeste, Wesley Andrade. “Por ordem do Delegado-Geral, não podemos mais nos manifestar sobre o caso. Lamento”, disse Andrade.

Familiares afirmaram que as adolescentes confessaram o crime na Delegacia da Polícia Civil. Também revelaram a inspiração em documentários que tratavam Suzane Richthofen como uma celebridade vítima da sociedade, por isso as adolescentes acreditavam que alcançariam a fama como Richthofen. O delegado que investiga o caso disse que não tem essa informação.

Ainda de acordo com familiares as adolescentes planejavam matar a esposa do policial também, mas não conseguiram. Nos bastidores das investigações, já na delegacia, as adolescentes não se mostraram arrependidas e questionavam se ficariam famosas como os Richthofen.

A filha do agente policial pediu à Justiça autorização para comparecer ao velório do pai, o que foi negado pelo juiz com a alegação de que “o caso é de grande comoção social, devendo-se preservar, inclusive, a integridade física da adolescente”.

O despacho do juiz considerou ser “difícil até achar palavras para negar pedido tão impróprio, numa hora igualmente tão imprópria”. O texto diz, ainda, que, “ao desferir as facadas como fez, ela já se despediu do pai”.

O agente Neife Luiz Werlang ingressou na Polícia Civil em junho de 1996. Ele iniciou a função na Comarca de Itapiranga, onde ficou por um ano. Atuou, em seguida, na Delegacia de Comarca de São Miguel do Oeste. Depois, na Delegacia de Polícia da Comarca de Xanxerê e na Divisão de Investigação Criminal de São Miguel do Oeste.

Atualmente, era responsável pelo setor de Alvarás da Delegacia Regional de Polícia de São Miguel do Oeste e responsável pela Delegacia de Polícia do Município de Paraíso. O policial civil foi morto brutalmente e o crime esclarecido.

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