A ligação do Mahatma Gandhi que ganhou o contrato do Hospital de Campanha de Itajaí com Biguaçu e a indignação da vice-governadora

O rápido processo de construção da empresa que instalará o Hospital de Campanha na Marejada em Itajaí, para atendimento a pacientes com coronavirus ainda gera discussões. Além da agilidade, sendo que a tomada de preços, foi publicada no fim do dia 8, para que as empresas entregassem as propostas até o dia seguinte às 15 horas, os valores do contrato também estão sendo questionadas, principalmente pelo Instituto Nacional de Ciências da Saúde que alega mudanças no processo para beneficiar o Hospital Psiquiátrico Espírita Mahatma Gandhi.

Fontes próximas a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) informaram que ela ficou indignada após as informações publicadas a respeito da contratação do Hospital de Campanha de Itajaí. Daniela teria inclusive defendido o cancelamento imediato do contrato.

A vice-governadora solicitou ao Governador Carlos Moisés da Silva do (PSL) que o mesmo adote um modelo Federal, o qual, segundo Daniela, é mais barato.

Um detalhe chama atenção

A empresa que ganhou o contrato para a instalação do Hospital em Itajaí é da cidade de Catanduva interior de São Paulo, mas tem o seu corpo jurídico advogados da cidade catarinense de Biguaçu.

Leandro Adriano de Barros

A frente está o Secretário de Saúde de Biguaçu Leandro Adriano de Barros, QUE em 2014 chegou a ter os seus bens bloqueados por suspeita de convivência com suposto funcionário fantasma. Além de Barros, também consta no corpo jurídico do Mahatma Gandhi, Mariana Rabello Petry amiga do Secretário de Estado da Casa Civil Douglas Borba, irmã de Aloísio Petry Júnior mais conhecido como Popo, amigos de longa data de Borba e de seu adjunto da Secretaria Mateus Hoffmann.

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Além de ser amigos íntimos do secretário há quem convidou para ser padrinho de casamento, Popo foi nomeado no ano passado, membro titular do Conselho de vogais da junta comercial de Santa Catarina representando o governo do estado, ou seja indicação foi feita alguém com fortes relações com integrantes do Governo Carlos Moisés..

Conhecer bem a teus amigos não é crime, mas observar relações tão próximas um hospital que tem a sua contratação questionada por uma série de motivos, no mínimo, geram mal-estar no governo do estado e ao seu homem forte, o Secretário Douglas Borba Vereador e Secretário Municipal de Biguaçu.

https://www.sc.gov.br

A Secretaria do estado da Defesa Civil Bíblia enviou uma nota a respeito da informação divulgada pelo SC em pauta e agora trazida também pelo  Portal O janelão, sobre a relação do Secretário, Douglas Borba, com advogados do Hospital Psiquiátrico Espírita Mahatma Gandhi.

Nota oficial

A Casa Civil do Estado de Santa Catarina não participou de nenhuma das tratativas que levaram a contratação de empresa para instalação do Hospital de Campanha Itajaí para atendimento à população com convid- 19, contradizendo meras especulações sem nenhum cunho probatório que venha a afetar a lisura do procedimento. Participaram desse processo a Defesa Civil a Secretaria do Estado da Administração e da Fazenda e a Controladoria Geral do Estado de Santa Catarina.
Também contou-se com atuação preventiva do tribunal de contas do Estado e do Ministério Público MP. O chefe da Defesa Civil João Batista Cordeiro Júnior que coordena os trabalhos de instalação destas estruturas em Santa Catarina, reforça que o chefe da Casa Civil  Borba, subchefe Mateus Hoffmann não compõem o grupo de trabalho específico para esse fim e que não participaram das etapas do processo, incluindo apresentações de propostas e análise de serviços e contratações de empresas.

O custo do hospital de campanha Itajaí pode chegar a R$ 135 milhões

O custo do hospital de campanha Itajaí pode chegar a R$ 135 milhões para o Estado. Se a discussão já era grande devido ao valor anunciado de R$  76,94 milhões, fique sabendo que o montante pode quase dobrar. Acontece que os mais de R$ 70 milhões são apenas o valor inicial para investimento custeio, sendo que, além disso, o contrato prender o pagamento demais R$ 9,82 milhões mensais valor que pode ser minorado, segundo o contrato,
caso haja agregado materiais e insumos equipamentos provenientes de doações, empréstimos, doações equipamentos pelo Governo.

Como a vigência inicial do contrato é de 6 meses, o valor inicial somado aos mais de 9 milhões pode chegar a R$ 135, 86 milhões, E isso, se o contrato não foram prorrogado. Parece que o governo Carlos Moisés esqueceu de relatar o valor real à população.

SCempauta Por Marcelo Lula

JANELÃO
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