A igreja enfrenta o maior perigo desde a crise ariana do século IV”

“A falsa espiritualidade procura ensinar às crianças, desde os cinco anos, a normalidade da homossexualidade e da masturbação, e instruí-las no uso da pílula do dia seguinte, mentalizando-os de que o aborto é um direito, como propõe a UNESCO”.

Querem substituir a religião revelada, cristã, por uma outra, de valores relativos, utilizando inclusive as mesmas palavras que têm grande valor para a religião cristã. por exemplo, a “paz”. é uma palavra que tem forte embasamento de conteúdo cristão. por isso, não bastam as palavras: temos que ver quem diz e por que as diz.

“Com a ajuda de Deus, não podemos ceder às pressões.”

A crise da igreja é grave. Tenho a impressão de que não se esconde de ninguém que o cataclismo social – que afeta o respeito à vida humana e à família – tem essa triste situação como causa. Michel Schooyans afirma, sem nenhuma dúvida, que a nova ordem mundial, “do ponto de vista cristão, é o maior perigo que ameaça a igreja desde a crise ariana do século iv”, quando, nas palavras atribuídas a são jerônimo,

“o mundo dormiu cristão e, com um gemido, acordou ariano”.

Soma-se à atitude vacilante de muitos católicos e cristãos de outras denominações a ditadura do politicamente correto, muito mais sutil que as anteriores e que reivindica a cumplicidade da religião, uma religião que por sua vez não pode intervir nem na forma de conduta nem no modo de pensar. A nova ditadura corrompe e envenena as consciências individuais e falsifica quase todas as esferas da existência humana.

A sociedade e o estado excluíram Deus, e“onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornar-se evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes – ainda não nascidas – Se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria”.

O jornalista e doutor em teologia pela universidade de navarra (espanha), Monsenhor Juan Claudio Sanahuja, apresenta no livro “o poder global e religião universal” as estratégias que mundo politico tem feito para estabelecer a nova ordem mundial. O livro é indicado para estudo, e de grande alerta para nós cristãos.

Este poder global procura a perversão dos menores, a anticoncepção, o aborto, a eutanásia, a investigação com embriões humanos, a injusta legitimação jurídica de casais do mesmo sexo, etc.

Em entrevista exclusiva ao noticias.cancaonova.com, Monsenhor Sanahuja fala mais sobre o assunto:

noticias.cancaonova.com – de que forma funcionam essas estratégias de estabelecimento de um poder global e religião universal?

Monsenhor Juan Cláudio Sanahuja – É algo fabricado pelos mesmos lobbys antivida, porque precisam transformar a cultura dos países cristãos, a fim de que a mensagem antivida possa ser aceita nesses países. para isso, precisam “trocar” as crenças dos povos cristãos, especialmente católicos, e isso desgraçadamente é favorecido por uma situação de “crise” no interior da igreja, pois há pessoas, inclusive eclesiásticos, que não aceitam os pronunciamentos magisteriais.

Justamente estes projetos de nova ética internacional baseiam-se no relativismo ético. portanto, os documentos do magistério que afirmam verdades imutáveis são rechaçados por esses projetos. e querem inculcar isso no povo cristão e católico, em parte valendo-se de alguns eclesiásticos que não aceitam o ensinamento da igreja.

cn – já tivemos na história regimes políticos que promoveram o ateísmo, e, depois, surgiu essa tendência de promover a religião aconfessional. qual é a diferença desses dois mecanismos?

Sanahuja – As pessoas são quase sempre as mesmas e tudo está impregnado de um neomarxismo. então, o que ocorre é que querem substituir a religião revelada, cristã, por uma outra, de valores relativos, utilizando inclusive as mesmas palavras que têm grande valor para a religião cristã. por exemplo, a “paz”. é uma palavra que tem forte embasamento de conteúdo cristão. por isso, não bastam as palavras: temos que ver quem diz e por que as diz.
é o que o então cardeal Joseph Ratzinger chamou de moralismo político. não basta falar sobre paz, proteção das crianças, igualdade. tem-se que ver quem diz e qual é a sua ideologia, pois podem ser palavras enganosas, embora baseadas em conteúdo católico. então, aqueles que pregavam ateísmo há uns anos são os mesmos, ou discípulos desses, e agora pregam uma nova ética de valores relativos, mutáveis. assim, tudo o que seja verdade imutável é fundamentalismo e, portanto, rechaçável, condenável. por isso, alguns dizem que a posição da igreja em relação ao aborto altera a paz, tanto social quanto mundial. já outros abordam as formas de se combater a aids: a igreja fala sobre o cultivo de bons costumes, e há quem acuse isso de crime!

cn – de que forma os padres e bispos podem ajudar nesse contexto? e o povo católico, já abriu os olhos para essa realidade?

Sanahuja – sendo fiéis ao magistério, pregando a doutrina ensinada por jesus. acontece que nós sacerdotes, os clérigos, inclusive bispos, temos a pressão do ambiente, do “politicamente correto”. temos que pregar a jesus e a conduta que ele nos ensina a ter, apesar da presença do politicamente correto. com a ajuda de Deus, não podemos ceder às pressões. isso é inadmissível. os sacerdotes devem pregar jesus e a doutrina católica, em sua integridade, e não se deixar pressionar, ainda que isso possa trazer dor de cabeça.

fonte: www.ecclesiae.com.br

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