Prefeitura e Águas de Camboriú lançam campanha “Rio Camboriú Sem Plástico”

Alunos do 3º ano de escolas de Camboriú terão 35 dias para recolherem itens plásticos, que serão encaminhados para reciclagem.

Oceano de plástico não é apenas uma metáfora. Até o ano de 2050, prevê-se que o mar terá mais peso em plástico do que em peixes, de acordo com estudo divulgado durante o Fórum Econômico Mundial de Davos. Para ajudar a trazer o tema para o debate e incentivar boas práticas no ambiente escolar, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fucam) e a Águas de Camboriú, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, acabam de lançar a primeira edição da campanha “Rio Camboriú Sem Plástico”.

A ação prevê arrecadar itens plásticos com a ajuda de alunos do 3º ano, professores e coordenadores das escolas de Camboriú por um período de 35 dias, com o objetivo de dar a destinação correta aos materiais. Cada turma de 3º ano será uma equipe, que terá de 20 de maio a 25 de junho para coletar os resíduos. O material deve ser entregue limpo nas escolas sob orientação do professor ou responsável pela turma, que fará a quantificação e validação dos itens. Os professores deverão fazer registros fotográficos e em vídeo. A turma que arrecadar mais itens plásticos será a campeã e terá direto a um dia no Parque Beto Carrero World.

“O foco é plantar uma sementinha para gerar mudança de hábito nas escolas e um novo olhar sobre a gestão do lixo na nossa cidade”, explica a presidente da Fucam, Liara Rotta Padilha.

Todo o material arrecadado pelo “Rio Camboriú Sem Plástico” será recolhido pela coleta seletiva municipal nos dias 26 e 27 de junho e transportado para a Praça das Figueiras no dia 28, quando será feita a divulgação dos resultados com a entrega dos prêmios. Após o término da campanha, todo o conteúdo recolhido será destinado à reciclagem. “O propósito da campanha conversa diretamente com o lema da empresa que é o de movimentar a vida e preservar o meio ambiente, trazendo saúde e qualidade de vida às pessoas”, observa a diretora executiva da Águas de Camboriú, Thais Galina.

A turma que ficar em segundo lugar ganhará um passeio experiência estudantil para o Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras. O terceiro, quarto e quinto lugar visitarão o Projeto Tamar em Florianópolis, as cavernas de Botuverá e o Parque Natural da Atalaia, em Itajaí, respectivamente.

O impacto do lixo nos rios e mares

Mesmo que o lixo plástico seja descartado corretamente ele pode ir parar no oceano por meio da chuva e do vento. Segundo o Greenpeace UK, a cada ano são despejados nos oceanos cerca de 12,7 milhões de toneladas de plástico, desde garrafas e sacos plásticos até canudos. O grande problema é que o microplástico é tão abundante que acabou se tornando parte do ecossistema. Plânctons e pequenos crustáceos se alimentam deles, se intoxicam, e, consequentemente, fazem o mesmo ao serem comidos por pequenos peixes. O processo vai se repetindo até chegar aos grandes peixes, como o atum, e, finalmente ao próprio ser humano.

Outro problema é o fato de o microplástico absorver com facilidade outros tipos de poluentes que se encontram no mar, como pesticidas, metais pesados, poluentes orgânicos persistentes (POPs) e bisfenóis. Isso faz com que o nível de contaminação aumente e os danos à saúde sejam ainda maiores. Entre os problemas de saúde causados pelos POPs e bisfenóis estão diversos tipos de disfunções hormonais, neurológicas, reprodutivas e neurológicas.

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