Delegado acredita que Paulo de Carvalho Souza não sofre de transtornos mentais

Em coletiva de imprensa realizada nessa quinta-feira (4) em Balneário Camboriú o delegado Icaro Freitas disse que independente de ter arbitrado fiança para o Advogado Paulo de Carvalho Souza (42), o mesmo permaneceria preso mesmo assim, pela morte da companheira e advogada Lucimara Stasiak de 30 anos.

O crime de ocultação de cadáver tem pena prevista de mesmo de quatro anos e por tanto é um crime que requer aplicação de fiança.

“Fui obrigado a estipular uma fiança de R$ 50 mil, mas paralelamente representei, pedindo a prisão preventiva de Paulo por homicídio e de maneira justa a Juíza no mesmo dia aceitou e deferiu o pedido. Portanto ele mesmo pagando a fiança na audiência de custódia, permaneceria preso” disse Freitas.

Como Paulo permaneceu em silêncio a motivação do crime ainda não foi resolvido, mas para Freitas, existem fortes indícios que esteja relacionada ao relacionamento do casal.

“Vamos ouvir amigos, familiares e vizinhos mais próximos e aguardar a conclusão dos serviços do IGP. É crime de situação de gênero, hipossuficiência econômica ou física. Pelo que levantei até o momento, o caso configura sim violência doméstica. Nesse caso, ele deverá responder por feminicídio e ocultação de cadáver — explica.

O crime aconteceu na quinta-feira, 28 de março e por isso não cabia flagrante. Durante esse tempo todo o advogado manteve o cadáver no apto, num quarto com ar condicionado ligado no máximo e com gelos.

O crime foi descoberto depois que vizinhos desconfiaram das atividades de Paulo e por sentir a falta de Lucimara após um briga na quinta-feira 28/03.

No dia 2 de abril policiais militares foram até o apto do casal e Paulo que não respondeu. Após contato telefônico os policiais viram que Paulo estava no apto e viram que ele estava mentindo sobre sua localização e deu sua companheira.

Após ser confrontado por telefone o advogado teria confessado o crime e dito aos policiais que matou a namorada por que via aranhas e se alguém fosse invadir ele se jogaria e levaria um policial junto.

Para o delegado Paulo de Carvalho Souza premeditou os transtornos mentais.

“Quem sofre de transtornos mentais, não premedita e negocia por tanto tempo. Ele ficou como chuveiro ligado por cerca de 10 horas direta e subiu várias vezes, para o apartamento com gelo”. Disse o delegado.

Entretanto no apto do casal foi encontrado remédios para depressão.

Paulo depois de mais de 15 horas de negociação quebrou uma lâmpada de luz, comeu os cacos de vidro, cortou os pulsos e se entregou em seguida, por volta das 18:39 da tarde dessa última quarta-feira (3) se entregou aos policiais do BOPE que estavam no interior do apartamento.

O IGP confirmou que o crime ocorreu na quinta-feira 28, portanto, por seis dias o corpo de Luciara que já estava em avançado estado de decomposição permaneceu dentro do apartamento. A morte foi por choque hemorrágico, devido a perda de sangue. Foram ao todo 14 facadas e um hematoma na cabeça e lesões no pescoço.

Mais informações sobre esse caso você acompanha em nosso jornal Janelão news.

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