Candidatos denunciam supostas irregularidades em Concurso da PM

Vazamento do tema de redação, fotos na hora da prova e caderno de questões cheio de erros estão entre os problemas

Concurso pra soldado rolou domingo e registrou 25 mil inscritos em todo o estado

Candidatos que participaram do concurso pra soldado da polícia Militar de Santa Catarina, realizado no domingo em 12 cidades, inclusive Balneário Camboriú, denunciam uma série de supostas irregularidades na organização da seleção. Erros ortográficos no caderno de provas, vazamento do tema da redação, postagens de fotos na internet feitas na hora do exame e desordem dentro das salas, com permissão de conversas, uso de materiais proibidos e dicas indevidas dos fiscais estão entre os problemas relatados. A PM confirma o recebimento das denúncias e diz que está apurando o caso.

A prova em Balneário Camboriú rolou no centro universitário Avantis, na tarde de domingo, com 58 questões, mais a redação. De acordo com uma das candidatas, que mora na Praia Brava, pelo menos 10 questões tão sendo questionadas junto ao instituto Carlos Augusto Bittencourt (Incab), organizador da prova. Ela conta que outros inscritos e professores de cursos preparatórios também tão criticando a banca. Os alunos buscam medidas pra tentar cancelar a prova.

Segundo a denunciante, na sala dela os fiscais permitiram o uso de lápis e borracha. Na sala de um amigo, os participantes receberam orientação indevida da instrutora, que teria dito pro pessoal não esquecer do título da redação.

“Isso é inadmissível. Eles não podem informar algo assim, ajudar as pessoas. Eles são só fiscais”, observa. Em outras cidades, ela diz que permitiram até comida enlatada dentro das salas.

Erros e vazamentos de informações

Segundo a denúncia, o caderno de provas tava cheio de erros, incluindo as siglas do exército Brasileiro, que saiu como EC, e da polícia Militar de Santa Catarina, que saiu como PMSD. A corporação ainda foi identificada como “Políca” na capa do caderno.

A moradora de Itajaí destaca que os erros contrastam com as exigências da banca, que previa rigor contra erros de ortografia na redação. “Teve trocentos requisitos, mas como que a banca [organizadora] quer cobrar se não faz nem a prova direito?”, questiona.

Ela relata ainda que teve aluno que postou foto no Instagram na hora da prova, se gabando de ter usado o “esqueleto” da redação escrito na palma da mão pra escrever o tema.
Também rolou denúncia de que alunos de um cursinho preparatório teriam sido beneficiados em razão do tema da redação ser o mesmo aplicado em simulados da escola.

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“A banca deve produzir conteúdo e não copiá-los, além do que pode haver fortes indícios de vazamento de informação”, diz um dos relatos das muitas denúncias que rolaram pelas redes sociais.

Empresa será notificada pra se explicar, diz PM

Em nota, a PMSC informou que “todas as denúncias estão sendo devidamente registradas e formalizadas”.

O comando da corporação diz que a empresa responsável pela realização da prova será questionada e terá que dar explicações. “A PMSC também está analisando o contrato para apurar eventuais sanções aplicáveis”, ressaltou a corporação, em nota enviada ao DIARINHO sobre possíveis punições ao instituto.

O DIARINHO pediu esclarecimento à empresa via e-mail, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

A associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) informou ontem que não tinha conhecimento das denúncias e que iria averiguar.

O concurso teve inscrição aberta entre junho e julho e registrou mais de 25 mil inscritos. O edital oferece 1000 vagas pra soldado, sendo 800 vagas pra homens e 200 pra mulheres.

A prova escrita é a primeira de seis etapas da seleção. Hoje é o último dia pros candidatos entrarem com recurso contra as provas. O resultado tá previsto pra sair no dia 22.

Via o Diarinho

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